Com tanto cabo preso à bóia e recolhido por sua vez para dentro do barco, surge uma preocupação natural para o pescador submarino. Se estiver enredado, não é facilmente colocado dentro de água. Por sua vez dentro desta, não deve ser efectuado um disparo enquanto não estiver todo solto e desenleado.
Para garantir este processo e aumentarmos a eficácia do sistema temos alguns procedimentos que nos podem ajudar.
No transporte normal em viagem podemos acondicionar o Workline num vulgar enrolador, com excepção do Ghost Leader. Este último acessório não deve estar no enrolador para que não ganhe memória e fique deformado. Como tal deve ir separado e enrolado como fazemos com o monofilamento com um diâmetro interno de folga de pelo menos 15 cm.
Em acção de pesca, o Workline estará naturalmente todo montado e existem duas opções válidas para o ter à mão.
Num recipiente:
Se o espaço o permitir, a utilização de um recipiente redondo tem algumas vantagens.
É rápido a distribuir o cabo para o seu interior, optimizando o tempo de recuperação e fica protegido dos pés e equipamentos que podem danificá-lo ou enredá-lo no convés do barco. A sua largada para a água também fica facilitada desde que se arrume com uma sequência certa de entrada para o recipiente.
Esta sequência tem duas vertentes que é preciso ter em conta.
Uma é utilizada quando a intenção é colocar primeiro o cabo e a bóia dentro de água e só então entrar o pescador submarino. Neste caso, começamos por fazer entrar a parte mais próxima da arma e de seguida o resto do cabo até chegar à bóia. Não nos devemos esquecer de deixar o mosquetão ou ponta do cabo de fora, para facilitar posteriormente o engate da arma. Se preferir pode fazê-lo antecipadamente.
Este procedimento é mais utilizado quando se chega a um local onde se vai permanecer algum tempo e não há necessidade de grandes pressas. É o método mais habitual e mais seguro.
O segundo caso destina-se a uma intervenção mais rápida. Por exemplo quando o pescador submarino quer interceptar um peixe que avista do barco.
Primeiro que tudo o barqueiro tem que saber controlar a saída regular do cabo para que dê segurança a quem entra na água. Quando se atira a um peixe grande com um cabo atrás de nós, é importante saber onde está e qual vai ser a sua passagem ao arrancar.
Neste caso o pescador submarino ao entrar na água e em seguida carregar a arma, dirige-se para o peixe a fim de o interceptar. Ao fazê-lo, o cabo vai saindo do recipiente ordenadamente sob a vigilância do barqueiro. Este por fim ao colocar a bóia, não deve atirá-la, mas sim colocá-la suavemente dentro de água. Se não o fizer pode comprometer a aproximação com o barulho produzido pela batida da mesma.
Concluindo temos que desta vez vamos preparar o sistema de forma a entrar primeiro o cabo junto à bóia para dentro do recipiente e por aí diante até se chegar à ponta que vai engatar na arma.
Se quiser, pode encher parcialmente o recipiente com água porque mantém melhor a posição do cabo no seu interior.
Na Bóia:
Este é o melhor método para levar o cabo em uso diário. Carece de enrolador e se estiver livre de prisões e bem enrolado, o pescador submarino só tem que entrar com a arma e bóia previamente ligados e ir nadando, porque o cabo desenrola-se sozinho. É um processo rápido e também eficaz para a caça de intercepção sobretudo se não houver espaço para um recipiente ou o barqueiro não estiver familiarizado com o processo.
Fica mais seguro quando se tem no fim um bungee leader, pois este vai travar a ponta.
É importante que quando se ligam os cabos entre si (bungee, floatline, etc.) se usem acessórios que não prendam o cabo ao desenrolar. Caso contrário a operação torna-se mais complicada. E isto é naturalmente válido para qualquer tipo de utilização.
Os destorcedores 410 e as ligações directas são a melhor opção.
Se o uso for regular numas férias ou viagem, é escusado desenrolar o cabo da bóia.
Não deve apertar muito o bungee para não tencioná-lo em demasia num processo estático.

-Segure a bóia na vertical entre os joelhos ou como lhe der mais jeito.
-Comece pelo bungee segurando-o até travá-lo com a primeira volta.
-Enrole o bungee abrindo espaço entre si de forma a criar cama para o cabo que se segue não escorregar pelas pontas da bóia.

-Enrole em sequência para um lado e para o outro e trave por fim a ponta com o bungee leader como ilustra a foto.
Esta última forma de transporte pode parecer um pouco demorada ao principio sobretudo sem prática, mas verá que é muito eficaz e útil na caça no azul, porque ao entrar para dentro de água pode saltar juntamente com a bóia, prosseguir e deixá-la desenrolar-se sozinha.

